Nove estados tiveram projetos escolhidos e Ceará é destaque com 20 iniciativas aprovadas.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) selecionaram 39 projetos na chamada B+P Smart Factory – FINEP/2025 (veja abaixo o resultado completo), que incentiva o desenvolvimento de soluções inovadoras para a transformação digital da indústria brasileira.
Com cerca de R$ 17,8 milhões aprovados para subsidiar a execução dos projetos, a chamada integra a Plataforma Inovação para a Indústria para fortalecer o ecossistema nacional de inovação industrial por meio do desenvolvimento e da disseminação de tecnologias como Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial (IA), realidade virtual e robôs autônomos. As propostas contam com o apoio de pelo menos um instituto SENAI de Inovação ou de Tecnologia.
A chamada contemplou empresas de nove estados, com destaque para o Ceará, com 20 iniciativas aprovadas. Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul foram os demais estados representados.
As iniciativas selecionadas abordam desde dispositivos que ajudam empresas a identificar e controlar melhor os estoques usando rádio frequência (sem necessidade de leitura manual), até sensores de monitoramento em tempo real para identificação e quantificação de microrganismos patógenos, que representam um aspecto crítico para setores que lidam com segurança alimentar e saúde pública. O prazo de execução dos projetos será de 12 meses, prorrogáveis por, no máximo, 6 meses.
Soluções passam por validação em ambiente industrial
Os projetos das chamadas Smart Factory têm uma etapa de validação em ambientes industriais. Cada solução precisa ser instalada, testada e avaliada em pelo menos 12 micro, pequenas ou médias empresas (MPMEs) industriais. Considerando que alguns projetos aprovados propuseram mais validações, as 39 iniciativas poderão impactar até 1.136 MPMEs.
A chamada Smart Factory faz parte do programa Brasil Mais Produtivo que tem o objetivo de elevar a produtividade por meio da disseminação das melhores práticas produtivas e gerenciais, para as micro, pequenas e médias empresas brasileiras, para apoiar a transformação digital e o desenvolvimento de novas tecnologias no país.
Para participar, as empresas precisaram oferecer uma contrapartida mínima de 30% do valor total do projeto. No caso de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), o investimento pode ser dividido entre aportes financeiros e contribuições econômicas, que envolvem, por exemplo, o uso de máquinas, equipamentos, espaço físico ou tempo da equipe técnica já existente. Já as grandes empresas devem aportar os 30% em recursos financeiros.
Sobre o Brasil Mais Produtivo
O Brasil Mais Produtivo é uma iniciativa do Governo Federal voltada ao aumento da produtividade e competitividade das micro, pequenas e médias empresas brasileiras.
Com coordenação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa é executado em parceria com instituições como SENAI, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A proposta é oferecer soluções práticas, como consultorias especializadas, capacitações e acesso a tecnologias digitais, com foco em melhoria de processos, redução de desperdícios e inovação nas empresas.
