São Paulo inicia mapeamento digital das árvores com tecnologia a laser

Projeto prevê catalogar árvores em três anos, investindo R$ 18,8 milhões, e promete melhorar segurança e qualidade do ar na capital.

A cidade de São Paulo dá início a um processo inédito de mapeamento de árvores nas ruas da capital. O prefeito Ricardo Nunes assina a ordem de início do inventário da arborização urbana, que será realizado em parceria com pesquisadores da USP e deve estar concluído em até três anos. O investimento total no projeto é de R$ 18,8 milhões.

Tecnologia de ponta no monitoramento
Quatro caminhonetes equipadas com sensores a laser já começam a circular pela cidade. Os dispositivos, instalados no teto dos veículos, têm alcance de até 300 metros e funcionam como um “ultrassom” das árvores, fazendo leituras em 360 graus. Segundo o prefeito, a tecnologia emprega inteligência artificial e permitirá análises detalhadas sobre as condições da vegetação urbana.

“Nosso inventário arbóreo com uma tecnologia muito eficiente, com inteligência artificial. Veículos irão andar pela cidade de São Paulo com o equipamento que fará pulso. Esse pulso de ondas vai fazer a leitura 360 graus de todas as árvores”, afirma Ricardo Nunes.

Atualmente, São Paulo registra cerca de 650 mil árvores nas vias públicas. A expectativa é que, com o inventário completo, técnicos da prefeitura possam planejar políticas públicas mais eficazes para manutenção, prevenção de quedas e fortalecimento da arborização.

Redução de riscos e benefícios ambientais
A iniciativa surge às vésperas do período de chuvas e ventanias mais intensas, quando o risco de queda de árvores aumenta. A repórter Duda Vasconcelos lembra que episódios recentes, como o de um taxista atingido por uma árvore no centro de São Paulo durante temporal no último verão, reforçam a urgência do mapeamento.

O objetivo central do levantamento é reduzir acidentes, prejuízos ao trânsito e impactos na rede elétrica. Além da segurança, os especialistas envolvidos destacam outro ganho: a melhoria da umidade relativa do ar. Com árvores mais saudáveis, a capital pode enfrentar de forma mais equilibrada períodos de estiagem, comuns na cidade.

Primeiros passos já em andamento
Os veículos começam a rodar imediatamente após a assinatura do contrato. A partir das informações levantadas, a prefeitura promete traçar estratégias para manejo adequado e ações preventivas contra quedas.

Apesar do otimismo com a novidade, Joel Datena lembra que os paulistanos já convivem há anos com problemas relacionados à falta de manutenção da arborização. “Na menor das possibilidades, a gente tem a rede elétrica prejudicada”, comenta, após citar quedas recentes registradas na capital.

O inventário das árvores é apresentado como uma inovação tecnológica capaz de transformar a gestão da arborização em São Paulo. Resta acompanhar se a promessa de planejamento estratégico e redução de riscos se confirmará nos próximos anos.

Compartilhe!