Sabesp usa inteligência artificial para detectar vazamentos de água em SP

Tecnologia de visão computacional é usada pela Sabesp para localizar vazamentos de água após chuvas fortes e reduzir perdas durante a escassez hídrica.

A Sabesp passou a utilizar inteligência artificial para identificar vazamentos de água na cidade de São Paulo em meio ao período de escassez hídrica e aos impactos das chuvas intensas. A tecnologia de inteligência artificial permite detectar vazamentos de água que surgem após o rompimento de encanamentos, evitando desperdício em um momento crítico para os mananciais.

O sistema funciona por meio de visão computacional embarcada em veículos que circulam pela cidade, registrando imagens da infraestrutura urbana. A inteligência artificial reconhece sinais visuais de vazamentos de água, como água jorrando no asfalto ou poças em locais sem chuva aparente, e realiza a geolocalização automática do ponto identificado. As informações são enviadas diretamente à Sabesp, que pode agir de forma mais rápida e preventiva.

Desenvolvida pela empresa Intercity em parceria com a FDTec, fundação ligada à Universidade de São Paulo, a tecnologia já é utilizada por diversas prefeituras brasileiras para identificar problemas urbanos, como buracos, rachaduras no pavimento e falhas na zeladoria. No caso da Sabesp, o foco é a detecção de vazamentos de água visíveis na superfície, que representam grande parte das perdas no sistema de abastecimento.

Segundo os responsáveis pelo projeto, a inteligência artificial permite que concessionárias e prefeituras deixem de atuar apenas de forma reativa, baseada em reclamações da população, para uma atuação proativa. Embora ainda não haja um balanço estatístico consolidado sobre a economia de água, a expectativa é de redução significativa no desperdício, já que vazamentos podem permanecer ocultos no subsolo por meses antes de se tornarem visíveis.

A tecnologia também está em fase de pesquisa para ampliar a capacidade de detecção de vazamentos subterrâneos, por meio de métodos como ultrassom e análise de frequências, complementando o uso da inteligência artificial baseada em imagens.

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